Assessoria financeira independente
Nosso cliente vende uma empresa uma vez na vida.
Do outro lado da mesa há quem compre várias por ano. Trabalhamos para reduzir essa assimetria.
Matterhorn · Zermatt
O que fazemos
Quatro frentes, e um sócio responsável em cada operação.
Mergers & Acquisitions
Venda e compra de participação societária, do desenho do processo à assinatura do contrato definitivo
Conhecer a práticaDebt Capital Markets
Estruturação de captação, do crédito bancário bilateral à emissão no mercado de capitais
Conhecer a práticaSpecial Situations
Ativos em dificuldade, reorganização de passivo e laudos de viabilidade econômico-financeira
Conhecer a práticaIPO e OPA
Abertura de capital, ofertas subsequentes e ofertas públicas de aquisição, inclusive de fechamento
Conhecer a práticaQuando nos procuram
O empresário chega com uma frase, e não com um mandato.
Estas são as seis mais frequentes. Se alguma se parece com a sua, a resposta ao lado é o começo da conversa.
Recebi uma proposta pela minha empresa e não sei se é boa.
A proposta de maior preço nominal frequentemente entrega menos dinheiro no fechamento. Normalizamos a oferta a caixa recebido, ajustamos o preço contingente pela taxa de pagamento observada e tratamos a participação retida separadamente, como opção.
Como avaliamos uma propostaQuero vender, e não sei por onde começar.
Começa por saber quanto a empresa vale e por que vale isso. Depois, por documentar o que sustenta o resultado. A conversa útil acontece dois anos antes da venda, e é a que mais move o preço final.
Preparação para a vendaPreciso de capital e o banco está caro.
Há mais rotas do que o gerente do banco apresenta. Debênture, certificado de recebíveis, fundo de recebíveis e linhas de fomento têm custos efetivos muito diferentes, e a mais barata no papel raramente é a mais barata na prática.
Comparação de rotas de captaçãoTenho um projeto de inovação e ouvi falar da FINEP.
A taxa da FINEP é real e muito abaixo do mercado. As contrapartidas também são reais: restrição de uso, obrigação de resultado e prestação de contas por anos. Estruturamos o pleito e calculamos o custo total antes de você se comprometer.
Captação junto à FINEPMeus filhos não vão tocar a empresa.
A janela da sucessão é mais estreita do que parece, e ela fecha com o tempo. Empresa dependente do fundador vale menos, e a dependência cresce a cada ano de adiamento.
Sucessão e vendaPensamos em abrir capital.
Antes de qualquer coisa, o teste de porte. Sobre oferta de duzentos milhões o custo total em cinco anos chega a 21,1% do captado; sobre três bilhões, cai para 5,9%. É o custo fixo que exclui o meio de mercado, e não o juro.
Viabilidade de abertura de capitalA dívida saiu de controle.
A primeira pergunta decide tudo: é problema de caixa ou é problema de negócio. A resposta a cada um é diferente, e quem decide cedo preserva alternativas que quem decide tarde já não tem.
Reorganização de passivoComo trabalhamos
Sob exclusividade
Trabalhamos com um cliente por operação, em regime de exclusividade. Não conduzimos processos concorrentes no mesmo setor e no mesmo período, e o cliente sabe disso desde a primeira conversa.
Por seleção
Aceitamos apenas projetos em que temos convicção de que geramos valor acima do que custamos. Quando não temos, dizemos, e a conversa termina ali sem custo para ninguém.
Por mandato
Cada operação tem um sócio responsável, do primeiro diagnóstico à assinatura. Não há equipe de execução entre o cliente e quem decide.
Com método aberto
Toda recomendação vem com a conta que a sustenta, e com a separação entre o que é dado e o que é premissa nossa.
O sócio
Tiago H. dos Santos
Atua em fusões e aquisições e em mercado de dívida no middle market brasileiro desde 2016. Fundou e conduziu a Âncora Advisory entre 2017 e 2024, como único sócio sênior.
Estudos
Publicamos o método
Estudos sobre as linhas que decidem preço em uma operação, com a memória de cálculo aberta e as lacunas declaradas onde o dado brasileiro não existe.
Setores
Onde a curva de aprendizado é mais curta.
Alimentos e bebidas
Marca própria e marca de terceiros, distribuição e food service e ingredientes e aromas
Saúde e ciências da vida
Dispositivos e equipamentos, odontologia e implantes e saúde animal e nutrição
Tecnologia
Software de gestão e governança, integração e meios de pagamento e infraestrutura e serviços
Agronegócio e insumos
Distribuição de insumos, defensivos e biológicos e especialidades químicas
Indústria e bens de capital
Autopeças e sistemas, vidros e transformação e equipamentos e bens de capital
Serviços e infraestrutura
Logística e transporte, energia e saneamento e serviços empresariais
Se a conversa for sobre uma operação, comece pelo essencial.
Setor, ordem de grandeza da receita e em que etapa ela está. Se for sobre preparação, não é necessário nada disso.
Mergers & Acquisitions
A operação é decidida antes de a primeira proposta chegar.
Eiger, Mönch e Jungfrau · Grindelwald
Assessoramos controladores de companhias de médio porte na venda e na compra de participação societária. O trabalho começa muito antes da primeira conversa com comprador, e é ali que a maior parte do valor é criada.
Trabalhos típicos
- Venda de participação de controle
- Aquisição e consolidação setorial
- Preparação prévia à venda
- Estruturação de preço e de pagamento
- Normalização de propostas concorrentes
- Negociação do contrato definitivo
Preparação
A maior parte do valor de uma operação nasce nos vinte e quatro meses anteriores a ela. Documentação dos ajustes ao resultado, mapeamento de contingências, leitura das garantias pessoais prestadas pelo controlador, organização de contratos e redução da dependência do fundador.
Desenho do processo
Montamos a lista de compradores de forma a manter estratégico e financeiro na mesma mesa. A comparação entre os dois é o que revela quanto de sinergia existe, e ela não se obtém de outra forma.
Estrutura e negociação
Preço não é um número, é uma estrutura. Dívida líquida, capital de giro, preço contingente, retenção e garantias definem quanto o vendedor de fato recebe, e cada linha é disputada separadamente.
Fechamento
Condução até a assinatura e o fechamento, incluindo a submissão concorrencial quando devida e a conduta exigida entre as duas datas.
O processo
Como o trabalho corre, fase a fase.
Sell-side
Venda de participação de controle
Processo competitivo conduzido para maximizar a tensão entre compradores, e não para encontrar um comprador.
Diagnóstico e normalização
Leitura do resultado dos últimos três exercícios, identificação e documentação de cada ajuste, apuração da dívida líquida e do capital de giro de referência, e levantamento das garantias pessoais prestadas pelo controlador.
Tese e material
Construção da tese de venda a partir do que efetivamente sustenta a margem, com modelo econômico-financeiro e apresentação de duas camadas: uma anônima e uma completa.
Lista e aproximação
Montagem da lista com estratégicos e financeiros, aprovada nominalmente pelo cliente. Aproximação em ondas, nunca todos ao mesmo tempo, para preservar o controle da informação.
Acordo de confidencialidade e material
Assinatura do acordo, liberação do material completo e sessões de perguntas conduzidas por nós, não pela equipe do cliente.
Propostas não vinculantes
Recebimento simultâneo, em data única, e normalização de todas a caixa no fechamento antes de qualquer comparação.
Diligência e proposta vinculante
Sala de dados com protocolo de informação sensível, gestão do calendário e das perguntas, e negociação da proposta vinculante.
Contrato e fechamento
Especificação das cláusulas econômicas ao advogado, submissão concorrencial quando devida, e condução até a liquidação e a liberação das garantias.
Buy-side
Aquisição e consolidação
Processo de originação e disciplina, em que a maior parte do valor está em recusar o alvo errado.
Tese de aquisição
Definição do que a compra precisa entregar: capacidade, geografia, carteira, tecnologia ou consolidação de margem. Sem essa definição, todo alvo parece razoável.
Mapa do setor
Levantamento do universo de alvos, com porte, controle, situação societária e disposição provável de venda. Inclui os que não estão à venda, que costumam ser os melhores.
Aproximação
Contato conduzido por nós, preservando o nome do cliente até o momento adequado. Aproximação de empresa que não está à venda exige tempo e não admite pressa.
Avaliação e limite
Construção do valor máximo que a operação suporta, incluindo sinergia identificável e o teto de não diluição do comprador. O limite é definido antes de negociar, e não durante.
Diligência
Coordenação da diligência contábil, jurídica e operacional, com foco no que pode alterar o preço e não no que apenas descreve a empresa.
Negociação e integração
Negociação de preço e de estrutura, e desenho do plano dos primeiros cem dias antes da assinatura, não depois.
As perguntas que começam o trabalho
O vendedor quer sair ou permanecer?
Define toda a estrutura, e nenhum múltiplo compensa a resposta errada.
Quanto a empresa vale a mais para este comprador?
É a medida da sinergia, e da margem de negociação.
Quanto de caixa cada proposta entrega no fechamento?
A proposta de maior preço nominal frequentemente entrega menos dinheiro certo.
As outras frentes
Debt Capital Markets
Estruturação de captação, do crédito bancário bilateral à emissão no mercado de capitais
Conhecer a práticaSpecial Situations
Ativos em dificuldade, reorganização de passivo e laudos de viabilidade econômico-financeira
Conhecer a práticaIPO e OPA
Abertura de capital, ofertas subsequentes e ofertas públicas de aquisição, inclusive de fechamento
Conhecer a práticaFale com o sócio responsável.
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação.
Debt Capital Markets
A rota mais barata no papel raramente é a mais barata na prática.
Piz Bernina e o Biancograt · St. Moritz
Estruturamos captação para companhias fechadas de médio porte, do crédito bancário à emissão no mercado de capitais, passando pelas linhas de fomento como FINEP e BNDES. Comparamos as rotas por custo efetivo, e não por taxa nominal.
Trabalhos típicos
- Captação junto à FINEP
- Linhas do BNDES e de fomento estadual
- Debêntures e notas comerciais
- Certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários
- Fundos de investimento em direitos creditórios
- Crédito bancário estruturado
- Comparação de rotas por custo efetivo
- Renegociação de passivo bancário
A comparação de rotas
O custo fixo de estruturação é o que define a partir de que porte o mercado de capitais compensa. Sobre uma emissão pequena, ele consome uma fração do captado que nenhuma economia de taxa recupera.
A escritura
O documento decide mais que o spread. Covenants, hipóteses de vencimento antecipado, garantias e obrigações de reporte restringem a gestão da companhia por todo o prazo, e quase nunca são lidos antes da assinatura.
Linhas de fomento e crédito subsidiado
FINEP, BNDES e linhas estaduais oferecem taxa muito abaixo do mercado para projetos de inovação, de expansão e de eficiência. A taxa é real, e as contrapartidas também: restrição de uso, obrigação de resultado, prestação de contas e fiscalização por anos após a liberação. Estruturamos o pleito e calculamos o custo total, incluindo o tempo da equipe que a prestação de contas consome.
As garantias
Boa parte do crédito ao mercado médio brasileiro é apoiada em garantia pessoal do sócio. Ela não se transfere com a empresa, e o avalista não pode exonerar-se sozinho.
A execução
Preparação do material, condução da conversa com bancos, coordenadores e investidores, e negociação dos termos até a liquidação.
O processo
Como o trabalho corre, fase a fase.
Estruturação de captação
Do diagnóstico à liquidação
Processo de comparação de rotas por custo efetivo, e não de busca por uma taxa.
Diagnóstico de necessidade
Quanto, para quê, por quanto tempo e com que geração de caixa se paga. Captação mal dimensionada custa caro nos dois sentidos, por excesso e por falta.
Capacidade de endividamento
Leitura do resultado normalizado, do serviço da dívida existente e da folga que a operação comporta sem travar o crescimento.
Comparação de rotas
Crédito bancário, debênture, certificado de recebíveis, fundo de recebíveis e linhas de fomento, comparados por custo efetivo total, incluindo estruturação, manutenção e contrapartidas.
Preparação do material
Construção do material de crédito, do modelo e do conjunto documental exigido pela rota escolhida. Em linha de fomento, inclui a estruturação do projeto.
Mercado
Condução simultânea com bancos, coordenadores ou investidores, para que a comparação seja real e não sequencial.
Termos e escritura
Negociação de spread, prazo, garantias e, sobretudo, dos covenants e das hipóteses de vencimento antecipado, que restringem a gestão por todo o prazo.
Liquidação e acompanhamento
Condução até a liberação dos recursos, e desenho do calendário de reporte que a operação passa a exigir.
As perguntas que começam o trabalho
Qual o custo efetivo, e não a taxa?
O custo sai do próprio volume captado, e o efetivo é sempre maior que o contratado. Em linha subsidiada, ele inclui as contrapartidas.
O que a escritura restringe?
Covenants mal calibrados travam a companhia justamente quando ela precisa de folga.
Quem avaliza, e por quanto tempo?
A garantia pessoal sobrevive à venda da empresa e à recuperação judicial dela.
As outras frentes
Mergers & Acquisitions
Venda e compra de participação societária, do desenho do processo à assinatura do contrato definitivo
Conhecer a práticaSpecial Situations
Ativos em dificuldade, reorganização de passivo e laudos de viabilidade econômico-financeira
Conhecer a práticaIPO e OPA
Abertura de capital, ofertas subsequentes e ofertas públicas de aquisição, inclusive de fechamento
Conhecer a práticaFale com o sócio responsável.
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação.
IPO e OPA
Entre 2022 e 2025, nenhuma companhia abriu capital no Brasil.
Cornija do Piz Palü
Assessoramos controladores nas duas pontas do mercado acionário: a decisão de abrir capital, e a decisão de fechá-lo. Publicamos um estudo de quarenta e seis páginas sobre a década que produziu essa seca, com projeção para 2027 a 2031, e ele é a base do que dizemos aqui.
Trabalhos típicos
- Avaliação de viabilidade de abertura de capital
- Preparação prévia ao IPO
- Ofertas subsequentes e ofertas de saída de acionista
- OPA de cancelamento de registro
- OPA por alienação de controle
- Laudo de avaliação para oferta pública
- Assessoria ao conselho na avaliação da oferta
- Migração de segmento de listagem
A janela, e quando ela vale
A tese simples de que juro alto fecha a janela não sobrevive aos dados. Em 2006 e 2007 a Selic média era 13,48% e houve noventa aberturas. O que abre janela é o prêmio de risco, e não o nível da taxa. Nossa projeção para 2027 a 2031 indica trinta aberturas no valor esperado, contra média histórica de 10,7 por ano. Dizemos ao controlador se a janela está aberta para o caso dele, e na maioria das vezes a resposta é não.
O custo fixo, que é o que exclui
Sobre oferta de duzentos milhões, o custo total em cinco anos alcança 21,1% do captado. Sobre três bilhões e duzentos milhões, cai para 5,9%. São quinze pontos de diferença, e é o custo fixo que exclui o meio de mercado, não o juro.
A OPA de fechamento
É onde está a atividade. Desde 2023 dezenas de companhias saíram da bolsa, e o vendedor minoritário que recebe prêmio de trinta por cento sobre ação que caiu setenta recupera trinta e nove centavos de cada real. Assessoramos tanto o ofertante quanto o conselho que avalia a oferta.
O laudo e a formação de preço
A OPA exige laudo de avaliação, e o laudo decide o resultado mais do que a negociação que o antecede. Construímos a faixa, declaramos as premissas e sustentamos o número diante do órgão regulador e do mercado.
O processo
Como o trabalho corre, fase a fase.
Abertura de capital
Do teste de viabilidade à estreia
Processo longo, cujo primeiro entregável é a resposta honesta sobre se a operação deve mesmo acontecer.
Teste de viabilidade
Porte, custo fixo diluído, prêmio de risco vigente e comparáveis. É a etapa em que a maior parte dos casos termina, e terminar cedo é o resultado correto.
Preparação societária e contábil
Migração para sociedade anônima, adequação das demonstrações, formação de conselho e política de divulgação. Leva de doze a vinte e quatro meses.
Estrutura da oferta
Primária, secundária ou mista, e o efeito de cada uma sobre a companhia e sobre o controlador. A oferta que reabriu a janela em 2026 foi cem por cento secundária e não captou um real para a empresa.
Coordenação e faixa
Seleção dos coordenadores, construção da faixa indicativa e preparação do material. A faixa é onde a operação se decide.
Registro e esforço de venda
Instrução do pedido de registro, roteiro de apresentações e leitura da demanda ao longo do período.
Precificação e estreia
Fixação do preço dentro ou fora da faixa, e a decisão de seguir ou de retirar. Sair no piso é resultado, e retirar também.
Oferta pública de aquisição
Inclusive de cancelamento de registro
Processo regulado, em que o laudo de avaliação pesa mais que a negociação que o antecede.
Diagnóstico da situação
Estrutura acionária, dispersão, liquidez do papel e histórico de negociação. Define a modalidade cabível e a probabilidade de sucesso.
O laudo de avaliação
Construção da faixa por múltiplas metodologias, com premissas declaradas. É a peça central, e ela será contestada.
Estrutura e preço da oferta
Definição do preço, das condições e do quórum necessário. Prêmio sobre cotação deprimida não é prêmio sobre valor.
Registro e edital
Instrução do pedido junto ao órgão regulador e publicação do edital, com o calendário que ele impõe.
Leilão e desfecho
Condução até o leilão, com leitura da adesão e das alternativas caso o quórum não seja alcançado.
Do lado do conselho
Quando assessoramos a companhia e não o ofertante, o trabalho é avaliar se o preço ofertado é adequado, e dizer quando não é.
As perguntas que começam o trabalho
A companhia tem porte para diluir o custo fixo?
Abaixo de certo tamanho, a economia de taxa nunca recupera o custo de estruturação e de manutenção.
Existe prêmio de risco no mercado hoje?
É o que abre janela, e não o nível do juro. Sem prêmio, a oferta sai no piso da faixa ou não sai.
O que a companhia perde ao permanecer listada?
Custo de manutenção, exposição regulatória e liquidez insuficiente somam-se, e para muitas o fechamento é a decisão correta.
As outras frentes
Mergers & Acquisitions
Venda e compra de participação societária, do desenho do processo à assinatura do contrato definitivo
Conhecer a práticaDebt Capital Markets
Estruturação de captação, do crédito bancário bilateral à emissão no mercado de capitais
Conhecer a práticaSpecial Situations
Ativos em dificuldade, reorganização de passivo e laudos de viabilidade econômico-financeira
Conhecer a práticaFale com o sócio responsável.
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação.
Special Situations
É problema de caixa ou é problema de negócio?
Vale de Lauterbrunnen · Oberland Bernês
A primeira pergunta decide tudo o que vem depois, e o prazo para respondê-la é curto. Atuamos tanto do lado de quem precisa reorganizar quanto do lado de quem avalia adquirir, com a ressalva de que nunca nos dois lados da mesma operação.
Trabalhos típicos
- Laudo de viabilidade econômico-financeira
- Reorganização de passivo
- Negociação com credores
- Aquisição de ativos em dificuldade
- Avaliação de plano de recuperação
- Venda de unidade produtiva isolada
O diagnóstico
Problema de caixa se resolve com prazo e com estrutura. Problema de negócio não se resolve com dinheiro, e tratar um como o outro é o erro mais caro desta frente.
A reorganização de passivo
Renegociação com credores, alongamento, conversão e desenho da estrutura que a operação consegue sustentar de fato, e não a que se gostaria de sustentar.
O laudo de viabilidade
Laudo de viabilidade econômico-financeira para instrução de recuperação judicial, com projeções fundamentadas e premissas declaradas.
A aquisição de ativo em dificuldade
Do lado do comprador, a diligência precisa ser feita em semanas, e isso muda o que se pode verificar. A aquisição dentro da recuperação oferece proteção contra sucessão que a aquisição fora não oferece.
O processo
Como o trabalho corre, fase a fase.
Reorganização
Do lado de quem precisa reestruturar
Processo cujo primeiro entregável é o diagnóstico, e cuja primeira decisão é sobre prazo.
Diagnóstico em duas perguntas
É problema de caixa ou de negócio, e quanto tempo de caixa resta. As duas respostas juntas definem o universo de alternativas disponível.
Fluxo de caixa de curto prazo
Construção do fluxo semanal de treze semanas, que é o instrumento que separa decisão informada de decisão por pânico.
Mapa de credores
Levantamento do passivo por natureza, garantia e prazo, com identificação de quem tem poder de acelerar e de quem tem incentivo para negociar.
Alternativas
Comparação entre renegociação extrajudicial, recuperação extrajudicial, recuperação judicial e venda de ativo. Cada uma tem custo, prazo e efeito distintos sobre o controlador.
Negociação
Condução das conversas com credores, com proposta fundamentada em capacidade real de pagamento e não em desejo.
Laudo e plano
Elaboração do laudo de viabilidade econômico-financeira e apoio ao plano, com premissas declaradas e projeções que o negócio sustenta.
Aquisição em situação especial
Do lado de quem avalia comprar
Processo de prazo curto, em que a disciplina sobre o que se pode verificar decide o resultado.
Triagem
Identificação rápida do que está à venda e por quê. Ativo em dificuldade tem vendedor com prazo, e o prazo é a principal fonte de desconto.
Diagnóstico do ativo
Separação entre o que é problema de estrutura de capital, que se resolve com a compra, e o que é problema de negócio, que não se resolve.
Estrutura da aquisição
Comparação entre aquisição de quotas, de ativos e de unidade produtiva isolada dentro da recuperação, que oferece proteção contra sucessão que as demais não oferecem.
Diligência sob prazo
Definição do que se consegue verificar em semanas e do que ficará como risco assumido, com precificação explícita desse risco.
Proposta e execução
Proposta desenhada para o rito aplicável, e condução até a homologação ou o fechamento.
As perguntas que começam o trabalho
Quanto tempo de caixa resta?
Define se há espaço para negociar ou se a decisão já está tomada por omissão.
A operação sustenta a dívida reestruturada?
Plano que não fecha na conta é plano que será descumprido.
O que acontece com o acionista?
A reorganização salva a empresa e frequentemente apaga o controlador.
As outras frentes
Mergers & Acquisitions
Venda e compra de participação societária, do desenho do processo à assinatura do contrato definitivo
Conhecer a práticaDebt Capital Markets
Estruturação de captação, do crédito bancário bilateral à emissão no mercado de capitais
Conhecer a práticaIPO e OPA
Abertura de capital, ofertas subsequentes e ofertas públicas de aquisição, inclusive de fechamento
Conhecer a práticaFale com o sócio responsável.
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação.
Setores
Somos agnósticos de setor.
Alpes Peninos · Valais
Somos agnósticos de setor. A construção do preço de uma empresa não muda com a atividade dela: o resultado se normaliza da mesma forma, a dívida líquida se apura da mesma forma, e o capital de giro se disputa da mesma forma em qualquer negócio.
O que muda, e muda inteiramente, é o que sustenta a margem. Em distribuição de insumos, o resultado é função do ciclo de recebíveis e do risco de crédito da carteira. Em software, é função da retenção e da concentração de clientes. Em indústria de marca, é função do poder de precificação diante do varejo.
Isso se aprende em semanas quando o controlador explica bem o negócio, e por isso aceitamos mandatos fora das frentes abaixo. Nelas, apenas, a curva é mais curta e a leitura do comparável é imediata.
Onde a curva é mais curta
Alimentos e bebidas
Indústria de marca, mercearia multicategoria, ingredientes e food service. Setor com consolidação ativa e múltiplos sensíveis à força de marca e à distribuição.
- Marca própria e marca de terceiros
- Distribuição e food service
- Ingredientes e aromas
Saúde e ciências da vida
Dispositivos médicos, odontologia, diagnóstico e saúde animal. Setor de alta barreira regulatória, em que a propriedade intelectual e o registro sanitário pesam no preço.
- Dispositivos e equipamentos
- Odontologia e implantes
- Saúde animal e nutrição
Tecnologia
Software de gestão, integração financeira e infraestrutura digital. Setor em que o múltiplo depende de receita recorrente, retenção e concentração de clientes.
- Software de gestão e governança
- Integração e meios de pagamento
- Infraestrutura e serviços
Agronegócio e insumos
Distribuição de insumos, defensivos, biológicos e especialidades químicas. Setor de capital de giro intenso, em que a estrutura de recebíveis define a avaliação.
- Distribuição de insumos
- Defensivos e biológicos
- Especialidades químicas
Indústria e bens de capital
Autopeças, vidros, equipamentos e transformação. Setor cíclico, em que a normalização do resultado e a política de investimento são a discussão central.
- Autopeças e sistemas
- Vidros e transformação
- Equipamentos e bens de capital
Serviços e infraestrutura
Logística, energia, saneamento e serviços empresariais. Setor de contratos longos, em que a qualidade do contrato importa mais que a margem do exercício.
- Logística e transporte
- Energia e saneamento
- Serviços empresariais
Não encontrou o seu setor?
A lista acima é onde a leitura do comparável é imediata. Fora dela, aprendemos o negócio, e isso leva semanas, não meses.
A firma
Trabalhamos sob exclusividade, com um sócio responsável por operação, e apenas em projetos em que temos convicção de gerar valor.
O propósito
Reduzir a distância entre quem vende uma vez e quem compra sempre.
O controlador de uma companhia de médio porte brasileira vai vender a empresa dele uma vez. Talvez duas, ao longo de toda a vida.
Do outro lado da mesa há alguém que faz isso profissionalmente. Que tem equipe, modelo, precedentes e uma lista de operações comparáveis. Que sabe exatamente quais linhas do preço são negociáveis e quais não são, porque negociou as mesmas linhas dezenas de vezes.
Essa assimetria tem preço, e ele é mensurável. Um ajuste ao resultado que o vendedor não documentou vale seis vezes e meia o próprio valor em preço final. Um preço contingente aceito sem cálculo paga cerca de vinte e um centavos por real contratado. Uma garantia pessoal esquecida na diligência sobrevive à venda da empresa inteira.
A Revenaz existe para reduzir essa distância. Não prometemos preço, porque preço depende do ativo e do mercado. Prometemos que o controlador chegue à mesa sabendo o que a contraparte sabe.
Isso exige três coisas, e todas custam tempo. Exclusividade, porque conselho dividido não é conselho. Seleção, porque assessor que aceita tudo não tem convicção sobre nada. E método publicado, porque quem expõe a própria conta aceita ser conferido.
Os princípios
Quatro regras que valem para todo mandato.
Sob exclusividade
Trabalhamos com um cliente por operação, em regime de exclusividade. Não conduzimos processos concorrentes no mesmo setor e no mesmo período, e o cliente sabe disso desde a primeira conversa.
Por seleção
Aceitamos apenas projetos em que temos convicção de que geramos valor acima do que custamos. Quando não temos, dizemos, e a conversa termina ali sem custo para ninguém.
Por mandato
Cada operação tem um sócio responsável, do primeiro diagnóstico à assinatura. Não há equipe de execução entre o cliente e quem decide.
Com método aberto
Toda recomendação vem com a conta que a sustenta, e com a separação entre o que é dado e o que é premissa nossa.
O sócio
Tiago H. dos Santos
Sócio responsável
Atua em fusões e aquisições e em mercado de dívida no middle market brasileiro desde 2016.
Fundou e conduziu a Âncora Advisory entre 2017 e 2024, como único sócio sênior, em mandatos de compra, venda e estruturação de captação para companhias de médio porte. Antes disso, foi analista de fusões e aquisições na Legacy Partners.
Graduado em Administração com ênfase em Corporate Finance pela PUC-PR, com educação executiva em fusões e aquisições na Harvard Law School e na University of Chicago Booth School of Business, ambas presenciais.
Como conduzimos um mandato
Cinco etapas, e o que cada uma exige do cliente.
Os prazos abaixo são de operação sem complicação relevante. Sobreposição de mercado, contingência material ou diligência que revela surpresa alongam o calendário, e dizemos isso no diagnóstico, não depois.
Diagnóstico
2 a 4 semanas
Leitura do negócio, do resultado normalizado e da estrutura societária. Levantamento das garantias pessoais prestadas pelo controlador e das contingências fora do balanço.
O que precisamos
- Demonstrações dos últimos três exercícios
- Contratos relevantes
- Quadro de garantias e avais
- Relação de processos
Preparação
4 a 12 semanas
Documentação dos ajustes ao resultado, organização do material e definição da tese de venda ou da tese de captação. É a etapa em que a maior parte do valor é criada.
O que precisamos
- Memória de cálculo de cada ajuste
- Material de apresentação
- Modelo econômico-financeiro
Mercado
6 a 14 semanas
Construção da lista, aproximação e condução das conversas. Em venda, mantemos comprador estratégico e financeiro na mesma mesa, porque a comparação é o que revela a sinergia.
O que precisamos
- Lista de contrapartes aprovada pelo cliente
- Acordo de confidencialidade
- Recebimento de propostas
Negociação
4 a 10 semanas
Normalização das propostas a caixa no fechamento, negociação de preço e de estrutura, e condução da diligência da contraparte.
O que precisamos
- Comparação normalizada
- Carta de intenções
- Sala de dados
Contrato e fechamento
6 a 16 semanas
Especificação das cláusulas econômicas ao advogado, submissão concorrencial quando devida, e condução até a liquidação.
O que precisamos
- Contrato definitivo
- Aprovações regulatórias
- Liberação de garantias pessoais
O que não fazemos
A lista importa tanto quanto a outra.
Assessor que aceita tudo não tem convicção sobre nada. O que segue não é postura, é regra de operação.
Não financiamos e não investimos
Não colocamos capital próprio nas operações que assessoramos. O produto é o conselho, e ele não compete com o interesse do cliente.
Não atuamos nos dois lados
Nunca assessoramos comprador e vendedor da mesma operação, em nenhuma circunstância e sob nenhuma estrutura.
Não aceitamos mandato sem exclusividade
Processo conduzido por dois assessores em paralelo enfraquece a posição do cliente diante da contraparte, e nós não participamos disso.
Não aceitamos projeto em que não geramos valor
Se a operação não precisa de assessor, ou se não temos profundidade no setor, dizemos. É mais barato para o cliente ouvir isso na primeira conversa.
Não prometemos preço antes de conhecer a empresa
Número dito antes da leitura do resultado normalizado é chute, e chute alto é a forma mais comum de ganhar mandato e perder credibilidade.
Não emitimos parecer jurídico, contábil ou tributário
Entregamos a especificação econômica ao advogado e ao contador do cliente. A redação e a responsabilidade técnica são deles.
Por que publicamos
O método fica exposto
As decisões que mais movem o valor de uma operação são tomadas sobre linhas que o mercado discute de forma qualitativa e raramente quantifica.
Isso nos expõe a ser conferidos, e é exatamente o ponto. Quem discorda do número pode discordar do método, porque o método está publicado.
Fale com o sócio responsável.
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação.
Estudos
Publicamos o método que aplicamos nos mandatos. As decisões que mais movem o valor de uma operação são tomadas sobre linhas que o mercado discute de forma qualitativa e raramente quantifica.
Estudos publicados
O Mapa da Dívida
Os instrumentos de captação disponíveis a uma companhia fechada, do crédito bancário bilateral à emissão no exterior
O custo fixo de estruturação, e não a taxa, é o que define a partir de que porte o mercado de capitais compensa. Em uma emissão de vinte milhões, dois milhões de custo fixo consomem dez por cento do captado; em quinhentos milhões, consomem quatro décimos por cento.
Ler o estudo · 46 páginas04O Earnout
A opção que o vendedor recebe sem saber quanto ela vale, e cujo ativo subjacente a contraparte controla
O earnout é, financeiramente, uma opção de compra detida pelo vendedor sobre o desempenho futuro da empresa que ele acabou de vender. Ele paga cerca de vinte e um centavos por dólar contratado, e o ativo subjacente é gerido por quem o paga.
Ler o estudo · 30 páginas22A Janela Fechada
Cinco anos sem abertura de capital no Brasil, as ofertas de saída, e a projeção para 2027 a 2031
Entre 2022 e 2025 nenhuma companhia abriu capital na bolsa brasileira, e a única de 2026 foi integralmente secundária. Projetamos os cinco anos seguintes sob três trajetórias de juro, e em nenhuma delas o mercado volta ao patamar de 2021.
Ler o estudo · 46 páginasO critério
Memória aberta
Todo número vem com a conta que o produz, para que o leitor possa refazê-la e discordar do método, e não apenas do resultado.
Premissa declarada
Separamos o que é dado público do que é premissa nossa. Onde construímos uma distribuição, dizemos que construímos.
Lacuna registrada
Onde o dado brasileiro não existe, o estudo declara a ausência em vez de preencher com estimativa importada.
O método publicado é o mesmo aplicado no mandato.
Se a conversa for sobre uma operação em curso, comece pelo setor, pela ordem de grandeza da receita e pela etapa.
Contato
Escreva ou ligue diretamente ao sócio responsável. Não há triagem.
Endereço eletrônico
Telefone
Praças
Curitiba, Paraná
Ribeirão Preto, São Paulo
O que ajuda saber de início
Se a conversa for sobre uma operação em curso, ajuda saber o setor, a ordem de grandeza da receita e em que etapa ela está.
Se for sobre preparação para uma venda futura, não é necessário nada disso. Essa conversa costuma acontecer dois anos antes, e é a que mais move o resultado.
Antes de escrever
Trabalhamos sob exclusividade e apenas em projetos em que temos convicção de gerar valor acima do que custamos. Quando não é o caso, dizemos na primeira conversa, e não há custo para ninguém.
O Earnout
A opção que o vendedor recebe sem saber quanto ela vale, e cujo ativo subjacente a contraparte controla
A tese
O earnout é, financeiramente, uma opção de compra detida pelo vendedor sobre o desempenho futuro da empresa que ele acabou de vender. Ele paga cerca de vinte e um centavos por dólar contratado, e o ativo subjacente é gerido por quem o paga.
O que o estudo estabelece
Cada real de EBITDA que o comprador deprime reduz o earnout devido em quase dois reais.
O EBITDA é treze vezes mais manipulável que a receita, e é por isso que o mercado migrou para receita.
Ganhar noventa por cento em sete anos de litígio vale menos que acordar quarenta e cinco em seis meses.
Sumário
- O earnout é uma opção
- O que os dados dizem sobre pagamento
- A métrica e a manipulabilidade
- O incentivo, quantificado
- Cinco processos e o que cada um ensina
- O que a disputa custa
- O prazo e o risco de crédito
- O desenho da cláusula
- Anatomia de uma negociação
- O Brasil e o artigo 129
- As lacunas
- O mandato
O Mapa da Dívida
Os instrumentos de captação disponíveis a uma companhia fechada, do crédito bancário bilateral à emissão no exterior
A tese
O custo fixo de estruturação, e não a taxa, é o que define a partir de que porte o mercado de capitais compensa. Em uma emissão de vinte milhões, dois milhões de custo fixo consomem dez por cento do captado; em quinhentos milhões, consomem quatro décimos por cento.
O que o estudo estabelece
O custo efetivo é sempre maior que a remuneração contratada, porque os custos saem do próprio volume captado.
Emissão pequena precisa de economia de taxa que raramente existe para empatar com o crédito bancário.
A escritura decide mais do que o spread, e quase ninguém a lê antes de assinar.
Sumário
- O crédito bancário e seus limites
- Debêntures
- Securitização e fundos de recebíveis
- Project finance
- O custo real
- Registro, rating e garantias
- Covenants e o agente fiduciário
- A emissão no exterior
- O mandato
A Janela Fechada
Cinco anos sem abertura de capital no Brasil, as ofertas de saída, e a projeção para 2027 a 2031
A tese
Entre 2022 e 2025 nenhuma companhia abriu capital na bolsa brasileira, e a única de 2026 foi integralmente secundária. Projetamos os cinco anos seguintes sob três trajetórias de juro, e em nenhuma delas o mercado volta ao patamar de 2021.
O que o estudo estabelece
Quarenta e sete entradas contra sessenta e quatro saídas em seis anos, e a contagem de saídas só começa em 2024.
Em 2006 e 2007 a Selic média era 13,48% e houve noventa aberturas, o que desmonta a tese simples do juro.
Na projeção de 2027 a 2031, o estoque de companhias listadas vai de 275 a 364, contra 463 no pico de 2021.
Sumário
- Quatro anos, nenhuma abertura
- A safra que quebrou a confiança
- As causas
- A causa que quase ninguém cita
- A reabertura e o que ela revelou
- A anatomia técnica
- A liquidez
- O que o emissor pagou por esperar
- A decisão do controlador
- Os casos que a década deixou
- As ofertas de saída
- O ciclo longo
- O mercado ou as empresas
- É brasileiro ou é do mundo
- O contra-argumento
- O que cada cenário entrega
- As lacunas
- O que fazer com isso
- Os cinco anos que vêm